POR QUE

O Brasil vem debatendo intensamente nas últimas décadas estratégias para reduzir o desmatamento e outras emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso da terra, mas as emissões derivadas da geração da energia, da queima de combustíveis fósseis no transporte e na produção industrial não têm recebido a mesma atenção. Mas o país ainda tem grandes vantagens comparativas em relação a outros países, conta com recursos, alternativas tecnológicas e, sobretudo, com setores empresariais dispostos a enfrentar o desafio climático como oportunidade.

Precisamos traçar um plano para fazer a transição para uma economia carbono-zero. Para construir uma primeira versão deste plano, o Observatório do Clima e o GT infraestrutura realizarão um ciclo de workshops preparatórios e um Seminário. O resultado não será certamente um plano com todas as respostas, ações e prazos. Mas um guia com os desafios para a montagem deste plano. Procuraremos reunir representantes de diversos setores econômicos e áreas de conhecimento para identificar as dificuldades, as principais questões a enfrentar, os grandes debates a resolver e as lacunas de conhecimento que precisam ser preenchidas.

Não basta construir um mapa técnico para a descarbonização. É preciso criar um roteiro amplo, por meio do debate entre as organizações, redes com acadêmicos e associações empresariais. O mapa do caminho a ser construído deverá ser revisto, anualmente ou a cada dois anos, à luz da evolução da política brasileira e dos avanços técnico-científicos e de gestão nos campos do conhecimento, da técnica e dos setores econômicos prioritários para uma economia carbono zero.

O ciclo de encontros Brasil Carbono Zero 2050 – O Caminho será o início do desenho de uma nova rota consensual do país para uma economia e uma sociedade sem impactos sobre o clima.

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